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Cuidar do nosso cão: “da cabeça aos pés”

O facto de conviver com cães desde pequena deu-me alguma experiência a entender sinais relacionados com a sua saúde – ou melhor, com a falta dela. A minha experiência enquanto voluntária na UPPA – União para a Protecção dos Animais faz com que tenha acesso a mais informação e a mais casos, tornando-me mais sensível e alerta para certas situações.

Hoje partilho dois casos relacionados com extremidades. Por um lado, as orelhas e por outro, o ânus.

Vamos por partes. Comecemos pelas orelhas. Tive conhecimento de casos de agressividade por parte de cães e que tinham como origem otites. Sim, o cão rosna ou chega a morder, por recear ser tocado, nomeadamente na zona da cabeça, e sentir dor. São otites muitas vezes assintomáticas: ou seja, não vemos sinais exteriores de sintomas. O cão não coça excessivamente as orelhas, nem as abana muito. Aparentemente está tudo bem. Um veterinário experiente poderá fazer um exame aos ouvidos para despistar esta possível causa física para alguma agressividade. Aviso já que uma limpeza aos ouvidos ou um exame não são coisas agradáveis para a maioria dos cães.

Na extremidade oposta, temos outra zona sensível: o ânus. Há uns meses reparámos que o Félix lambia excessivamente a zona do ânus, tentava coçar-se de alguma forma. Como ele é muito peludo, não foi fácil verificar o que se passava. Além disso, doía-lhe e ele, apesar de ser um doce, não apreciava muito que lhe tocássemos na zona. Consultado o veterinário, percebemos que uma das glândulas anais tinha inflamado, o que provocava dor e comichão.

O tratamento não foi fácil: só com açaime e mesmo assim ele gania imenso. O Félix tinha um distúrbio digestivo e não gostava de comer. Durante algum tempo ele era quase que obrigado a comer, sem ter a iniciativa de se chegar à taça. Além disso, as suas fezes eram tão rijas que tornavam este momento doloroso para ele. Talvez tenha sido essa a causa da inflamação da glândula anal.

Consultei a minha nutricionista e depois de um tratamento natural, à base de óleo de fígado de bacalhau e geleia real, conseguimos colocar o seu sistema digestivo a funcionar em pleno. O Félix começou a demonstrar apetite, ganhou algum peso e “as idas à casa-de-banho” deixaram de ser dolorosas. Nunca mais teve problemas no ânus.

Em conclusão, nada como estar muito atento aos pequenos sinais que o nosso melhor amigo nos dá e nunca esquecer as consultas de rotina com o veterinário.

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Joana Rita Sousa

Filósofa, Professora de Filosofia, Jornalista, Social Media expert e Blogger. Autora do blog All About Little Lady Bug onde escreve sobre tudo um pouco e onde frequentemente encontramos publicações em torno da sua paixão por animais, espelhada na sua acção como voluntária da UPPA – União Para a Protecção dos Animais.

O Intermarché fez-lhe o convite para que partilhasse consigo um pouco da sua experiência sobre o mundo dos animais, que sempre fez parte da sua vida.

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