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Migas de peixe do rio a acompanhar com peixe cozido e frito (6 pessoas)

Ingredientes:

3 kg de peixe do rio (de preferência Barbo)
3 lt de água
1 pimento vermelho
1 pão grande caseiro (preferência pão com 3 dias)
6 ovos
Óleo (qb)
2,5 dl azeite
0,5 kg cebolas
0,5 kg tomate
0,5 dentes de alho
1 ramo de hortelã fresca
Poejos (qb)
sal grosso (qb)
vinagre (qb)

Preparação:

Num tacho coloca-se o azeite e as cebolas cortadas às meias luas finas e deixa-se alourar. Depois da cebola alourada juntam-se os alhos picados, o pimento cortado em rodelas e tomate picado, Deixa-se refogar bem e junta-se a água. Deixa-se ferver durante 20 minutos e juntam-se o sal, os poejos, o ramo de hortelã, as postas do peixe do rio e respectivas cabeças. Quando o peixe estiver cozido, retira-se da água, coloca-se numa travessa e polvilha-se de sal grosso (qb) e vinagre (qb).

A este caldo de peixe juntam-se 6 ovos batidos e 4 colheres de sopa de vinagre - é importante estar sempre a mexer. Tira-se o caldo de peixe do lume e verte-se por cima das fatias de pão previamente cortadas e dispostas em travessas fundas.

Estas migas acompanham o peixe cozido no caldo e o peixe frito (postas mais finas por causa das espinhas) polvilhado com sal grosso.

João Panela

O que vem à rede é peixe

Com 14 anos, João Panela andava na pesca por diversão, no Tejo Internacional, em Malpica do Tejo. Começou por ajudar os mais velhos que lhe davam peixe em troca. Foi então que comprou as suas próprias redes e fez-se ao rio. Já não estranha o silêncio das noites no barco, enquanto espera pelo peixe e pelo lagostim. Ás 4 da manhã, pela fresca, levanta as redes para depois vendê-lo, e voltar para apanhar o lagostim. “E assim se passa o tempo no Tejo”.
João começou a fazer os seus petiscos, as Migas de Peixe (barbo), depois da pesca, entre amigos. “A gente aqui não tinha mais entretenimentos, não havia discotecas não havia nada, tínhamos que nos entreter assim. Um dia apanhava-se meia dúzia de peixes e fazíamos uma miga. E eram os petiscos que a gente tinha aqui na aldeia.”

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