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Manjar branco

Ingredientes:

1,5 lt de leite
200 gr de farinha de arroz
500 gr de açucar
Água  (qb)

Preparação:

Num tacho junta-se a água q.b. com o açúcar e deixa-se ferver até atingir o ponto cabelo:

deixe ferver cerca de 2 minutos - a calda escorre da colher em fios muito finos. Normalmente para as caldas de açucar a quantidae de água e açucar deve ser na proporção de 1 medida de água para 2 de açúcar.

Entretanto, num recipiente mistura-se bem a farinha e o leite, passa-se pelo coador, e junta-se ao açúcar quando estiver em ponto cabelo.

Mexe-se até engrossar de forma a ter consistência para moldar - assim que começar a querer despegar das paredes do tacho é porque deve estar no ponto - e retira-te do lume. Com duas colheres vai-se moldando (em forma de pastel de bacalhau) os pequenos pasteis que vão sendo colocados num prato (de ir ao forno), em círculos e em várias camadas. A aparência final deverá ser a de uma flôr.

Leva-se ao forno (pré-aquecido) a 450º, e envolto em panos molhados, durante 5 minutos.

Deixa-se arrefecer e está pronto a servir.

Rosária

Doce destino

Rosária tem mãos de fada! A doçura da maternidade não lhe bastou e trocou as tesouras do cabeleireiro pelo açúcar da doçaria conventual. Se o engenho está nas mãos, o segredo está na paixão e na dedicação com que coloca cada gema de ovo e cada grama de açúcar para obter um doce conventual. É uma vida rodeada de açúcar mas não sem sacrifício e muito trabalho – são receitas muito meticulosas em que é preciso respeitar os tempos de preparação, a qualidade dos ingredientes e quantidades certas. Ser doceira conventual não é, portanto para todos!

Rosária Maria sublinha a delicadeza das receitas e o requinte que tem de ser ter para as comer – cada pessoa come o que merece, diz. A história do Manjar Branco vem de muito trás, do Convento de Sta. Clara, em Portalegre. Rosária aprendeu-a com as Senhoras Cardoso, as detentoras e protetoras das receitas do convento. Para que não se perdessem algumas doceiras da cidade tiveram o privilégio e o merecimento de as aprender. Rosária é hoje em dia uma fiel depositária deste doce tesouro. O manjar Branco é o doce conventual mais apreciado na sua família: é um doce de mesa que se partilha gomo a gomo, entre alegria e boa disposição.

 

 

 

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