Um branco Do Tejo

por João Pedro Carvalho

A designação dos vinhos do Ribatejo viu o seu nome mudar no ano de 2009 para a designação Do Tejo. Abraçando dessa maneira o símbolo mais forte de toda uma região, tal como tantas outras grandes regiões no mundo, o rio. Polémicas à parte de se esta foi ou terá sido a melhor estratégia para os vinhos da região Ribatejana, é algo que não interessa debater neste preciso momento.

 E nada melhor do que ter como pretexto o de falar sobre um dos vinhos dessa região, um belo branco Do Tejo cheio de raça, oriundo de um dos produtores mais conhecidos da região, a Quinta da Alorna.

A título informativo, a Quinta da Alorna nasceu em 1723, mais tarde D. Pedro de Almeida, o I Marquês de Alorna, após ter liderado a conquista da praça-forte de Alorna na Índia, conferiu à propriedade o nome que hoje tem. Com uma área total de 2.800 hectares, dos quais 220 são de vinha, fica localizada bem próxima de Santarém e a merecer ser visitada e conhecida.

Centrando a nossa atenção no Selecção de Enófilos Do Tejo branco 2015, temos um vinho que leva na alma as castas Fernão-Pires e Moscatel-Graúdo. Esta última casta destaca-se pelos seus aromas de casca de laranja e flor de laranjeira, que surgem em primeiro plano. Um conjunto jovem e bem-disposto, muito franco e bem fresco, ao qual se juntam apontamentos de lima e limão, que de igual modo se manifestam no palato. Passagem de boca saborosa, com frescura e um final de boca onde a fruta parece perdurar. Um vinho que permite bons momentos à mesa num consumo diário com qualidade assegurada, ligando bem com os mais variados pratos, desde saladas frias, peixe grelhado ou no forno, ou carnes brancas, como por exemplo um frango de tomatada.

João Pedro Carvalho

As opiniões de
João Pedro Carvalho

Nascido e criado no Alentejo, em Vila Viçosa, com formação académica em Engª do Ambiente, sempre fui defensor e apreciador dos produtos e da gastronomia de cada região.
O mundo do vinho foi-me cativando até que em 2005 criei o primeiro blog de vinhos em Portugal, o Copo de 3. O objectivo ainda hoje é o mesmo, divulgar o melhor possível todos os vinhos que vou tendo a oportunidade de provar e tentar cativar os consumidores para este fantástico mundo.

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