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DE RÚSTICO A DELICADO


Por: Jorge Rosa Santos

Longe vão os tempos em que se dizia que Portugal era um país de tintos. A verdade é que a até ao princípio dos anos 90, os vinhos brancos portugueses eram sofríveis. Poucas marcas granjeavam reconhecimento e existia por isso um estigma enorme, ao ponto de ouvirmos não raras vezes que “vinho branco não é vinho”.

Para chegar a patamares de maior qualidade era fundamental percorrer o “caminho das pedras”, e modernizar adegas, apostar em formação e melhorar a viticultura.

Nos anos 90, nas adegas foram instalados modernos sistemas de receção de uva e prensas pneumáticas, fazendo com que o delicado mosto de uvas brancas sofresse menos oxidação. Para que o perfil aromático fosse mais limpo, exuberante e atrativo foi preciso controlar a temperatura de fermentação, e assim avançados Sistemas de Controlo de Temperatura foram instalados, com as fermentações a ocorrerem a 12ºC-16ºC. Estas e outras tecnologias foram fundamentais.

Nas vinhas, os produtores apostaram em castas de maior potencial como o Alvarinho, Arinto, Fernão Pires, Viosinho, etc. Deram também uma atenção especial ao granjeio e em consequência as uvas passaram a ter maior sanidade e mais acidez. Importante também foi a mudança da vindima das uvas brancas para as horas de menos calor, o que ajudou a preservar os aromas mais delicados e a manter a cor esverdeada do mosto.

Com estas mudanças, em poucos anos os vinhos brancos passaram de um perfil rústico, para se tornarem mais aromáticos, frutados, frescos, a cor passou a ser mais esverdeada e límpida e o paladar mais fino e delicado.

 

Tipos de Perfil


Utilizando como referencial a preferência:

Perfil Exuberante e Fresco: Vinhos com a casta Alvarinho ou Loureiro, provenientes dos Vinhos Verdes. Sugestão: Selecção de Enófilos Loureiro ou Selecção de Enófilos Alvarinho.

Perfil Retraído e Fresco: A casta Arinto em Bucelas assenta bem neste perfil.

Perfil Exuberante e Redondo: Vinhos com casta Moscatel na Península de Setúbal ou com Fernão Pires no Tejo, encaixam bem neste perfil. Recomendação: Selecção de Enófilos DOC Tejo Branco.

Perfil retraído e redondo: Vinhos Alentejo. Procurar vinhos que tenham no lote Antão Vaz, Roupeiro ou Rabo de Ovelha. Sugestão: Selecção de Enófilos Branco DOC Alentejo.

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Tipos de Perfil


Utilizando como referencial a latitude e a proximidade Atlântica:

Por regra a frescura (acidez) dos vinhos brancos vai aumentando e o teor alcoólico médio vai diminuindo à medida que nos deslocamos para Norte e nos aproximamos do Atlântico. É por isso que quando bebemos um Vinho Verde, sentimos maior acidez e menos álcool. Por oposição, quando bebemos um vinho branco do Alentejo sentiremos um aroma de fruta mais madura, menos acidez e um teor alcoólico ligeiramente mais elevado. É claro que existem as exceções criadas pela altitude, exposição solar da vinha, tipo de solo, práticas culturais e enológicas.  

Mas o que é hoje indubitável, é que o mapa dos grandes vinhos portugueses se estende de Norte a Sul e com regiões/sub-regiões que se destacam por terem vinhos claramente diferenciadores. Destacamos aqui algumas:

  • Vinhos Verdes: Com menos horas de sol e sem temperaturas altas, esta região entrega vinhos exuberantes, de grande frescura e pureza aromática, que por norma se baseia em aromas de fruta mais ácida. O Alvarinho e o Loureiro são as castas que mais se evidenciam.
  • Dão: A situação geográfica e os solos graníticos, dão origem a vinhos elegantes, minerais e tensos (boa acidez). A casta rainha é o Encruzado.
  • Douro: Vinhas em altitude e/ou Exposição Norte, produzem as melhores uvas para os grandes brancos da região. Rabigato e Viosinho são duas castas a reter.
  • Bairrada: A proximidade do Atlântico e os solos calcários, conferem aos vinhos um perfil salino, com acidez marcante e por vezes com notas de giz e cascas de ostras. As castas Maria Gomes e Bical são emblemáticas.
  • Portalegre: Vinhos provenientes de vinhas velhas em altitude plantadas em solos graníticos. Apresentam boa acidez, complexidade e enorme potencial de evolução.

 

QUAIS OS MELHORES VINHOS BRANCOS PARA ACOMPANHAR MARISCO


  • Percebes: Para acompanhar esta iguaria, que tem um sabor a mar inigualável. Sugestão: Vinho Verde Loureiro bem fresco.
  • Mexilhões à Espanhola: Um dos pratos mais condimentados de marisco. Tem cebola, alho, limão, vinho, tomate e pimento. É por isso um prato intenso e que precisa de um vinho tenso, mas também estruturado e com bom corpo. Recomendação: Vinho Branco Alentejano.
  • Ameijoas à Bulhão Pato: Um prato de sabores intensos, elevada salinidade e acidez. Recomendação: Vinho Branco da Bairrada.
  • Camarões à Guilho: Este prato costuma ter algum picante. Os melhores vinhos para este condimento são os Espumantes, que têm reiteradamente excelente acidez e textura cremosa, que alivia a sensação picante.
  • Sapateira cozida: Prato de sabor delicado e pouco condimentado, pode facilmente ser prejudicado com um branco muito intenso e ácido. Sugestão: Vinho Branco do Douro, de perfil vibrante e exuberância aromática contida.
  • Lavagante no forno com molho de manteiga: Marisco de sabor mais intenso, concentrado pelo tipo de confeção e acompanhado de manteiga. Esta receita precisa de um vinho que limpe bem o palato (boa acidez) e que tenha maior untuosidade e complexidade. Sugestão: Vinho Branco do Dão, talvez mesmo um Encruzado fermentado em barrica.

 

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